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Mostrando postagens de Julho, 2008

DEUS É O DIABO

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Palavras zen-juízzo:
"...Mas o que eu queria dizer à Bisteca é que, segundo o que li nesse capítulo, a Morte em si não existe, existe a palavra que é a negação da vida, o contrário. Conforme o que foi dito no ínicio, a luz contém em si a sombra, e é a sombra que dá relevo à luz, portanto, a morte não existe!!!"

Logo, o bem e o mal fazem parte do mesmo todo, se complementam! Posso afirmar, Deus é o Diabo, ou vice-versa. Vou ler o livro do Leloup, obrigada pela dica, zen! Este aqui também é muito bom. Fala da morte nua e crua, sem filosofias...

Na última sessão do cineclube 14 Bis, assisti a "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha, marco do chamado cinema novo brasileiro. Acho, digo acho, que um dos motivos é a inauguração de uma temática social e dos movimentos da câmera, que a partir desse filme ganhou liberdade de ação (que os cinéfilos me desculpem a ousadia de simplesmente, achar). Filme longo, em preto e branco e, mesmo assim, superinteressante. Pena qu…

POUCAS PALAVRAS

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Vc sabia que a USP tem curso de Tanatologia (estudo sobre a morte)? "Trata-se de educar a sociedade para cercar o ato de morrer dos melhores cuidados possíveis", diz a matéria da revista Galileu: "Aprender a morrer, a lição final."

Mas vamos falar de vida, neste momento não tô para papo fúnebre. Aliás, não tô pra papo nenhum, nem de vira-lata, rs. Apenas dicas de filmes pescadas das conversas com amigos:
A intérprete - O perfume - Estrada para Perdição - Corações e Mentes - A culpa é do Fidel. Ainda não assisti a nenhum deles, mas as sugestões vêm de pessoas inteligentes.

Uma miniconto bonito que o Alysson me enviou há algum tempo:

História Sem Retorno nº2

Um cachorro, Campeão. Vivia só com ele e começou a me incomodar. Levei-o ao bosque, deixei-o amarrado com uma corda que pudesse romper com um pouco de perseverância e voltei para casa.
Em um par de dias estava arranhando a porta; deixei entrar.
Ficou intolerável; levei-o a um bosque mais distante e o amarrei a uma árvor…

A DISTÂNCIA ENTRE NÓS

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"vou até o fim todo ser é um / e não há nenhum mal em ser ambíguo / novelo de lã leva pelo fio e não há desvio até o umbigo / todos nós um só / todos nós os mesmos / todos nós um nó a esmo" (Tetê spíndola)

Quando escrevi o título desta post, logo surgiu a lembrança dessa bela letra que a Tetê canta melodiosamente. Mas o "nós" do título é pronome pessoal, mesmo. Acabei de ler o livro da Thrity Umrigar, uma narrativa triste sobre a vida de 2 indianas de castas diferentes. Outro dia meu irmão disse que não suporta os indianos porque os considera ignorantes. Realmente, de acordo com o romance baseado em situações reais, esse povo é no mínimo, conformado demais. Embora há quem diga o mesmo de "nós", brasileiros. Toda unanimidade é burra?

Os indianos são separados por castas. Ou seja, a única alternativa é nascer entre privilegiados, pois não há possibilidades de ascensão... ou queda! Quem nasce parse, hindu ou brâhmane sempre será parse, hindu ou brâhmane, sem c…

BAR DO VALDIR E SEXO

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Hoje, 11.07, vai rolar a festa, na Casa da Cultura. O Luta vai, e você? rs
Vai valer a pena ouvir o quarteto de jazz (ou blues), de Franca. Eles já tocaram no saudoso Bar Gaudi e fizeram a alegria da moçada.

Sextas, no Bar do Valdir

Guaxupé, cidade interiorana típica. Em tempos de Expoagro, muitos bares costumam ficar vazios. Não é o caso do Bar do Valdir, pelo menos, não às sextas-feiras, quando acontecem memoráveis encontros musicais. Quando o assunto é samba, Carlão domina, MPB é com Itamar, ambos músicos populares na cidade.
Som de qualidade é exigência de muitos freqüentadores da noite. No Valdir se reúnem membros de diversas tribos unidos pelo amor à música. E todos têm oportunidade de dar seu recado, como em qualquer espaço público e democrático. Está também aberto aos amantes do bom e velho rock and roll, porém, a preferência ali é mesmo pelo samba e MPB.












Fiz uma enquete aqui no blog, mas acho que a maioria dos freqüentadores deste espaço a) não curtiu, b) não se interessou pelo te…

A FUGA DAS ÁGUIAS

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Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.
(Mahatma Gandhi)



Estas fotos participaram da expo Um novo olhar sobre nossa gente. Tocaram especialmente meu coração (nem toda imagem provoca sentimento). De cima para baixo, Juliano Coatti, Kiba e Cecília Ribeiro do Vale, respectivamente.



Hoje uma cena ao vivo me tocou bastante: o "palácio das águias" em estado de decomposição avançada. Parte do muro do lado esquerdo, que faz divisa ou com a casa do Abelardo ou com a do Libânio. Pareceu-me até que uma das águias voôu... Foi uma triste emoção. Passei (e você, provavelmente, também passou) muitos momentos felizes ali, ou apenas de deleite contemplativo. Palco de inesquecíveis festas.

DEIXAREMOS PARTE DA NOSSA HISTÓRIA SE PERDER? A maioria das fotos são digitais. O papel da impressão não garante uma durabilidade muito longa, até parece papel de fax. Como disse Drummond "em verdade temos medo, nascemos escuro, as existências são poucas, nosso destino incompleto…

CENAS UNDERGROUNDS

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