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Mostrando postagens de Outubro, 2012

malhado sinhá

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Esta tarde tive a oportunidade de assistir (de graça!) ao espetáculo Malhado Sinhá, produzido pela Cia. Cênica Aruanã, no Teatro Municipal de Guaxupé. Trinta e oito jovens no palco apresentaram, por meio da dança, arte circense e teatro, a paixão inusitada entre o Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, baseado em um livro do escritor Jorge Amado. Pode até parecer loucura, mas algumas cenas me remeteram a Shakespeare, à tragédia amorosa de Romeu e Julieta e a Hamlet, com o seu "ser ou não ser, esta é a questão". O espetáculo, dirigido por Rodrigo Matheus, além de unir diferentes expressões artísticas em cena, mexeu com a questão do preconceito e da convivência das tribos sociais. Uma graça! Pena não ter um final feliz, como nas comédias românticas, em que o Gato Malhado roubaria a Andorinha Sinhá do Rouxinol no dia do casamento, mostrando que amores impossíveis, às vezes, tornam-se possíveis. Por que não?

Gostoso ver a plateia lotada de crianças e jovens de escolas públicas e par…

amor de índio, andorinha e bruxa

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A carta-testamento escrita por uma tribo de índios Guaranis Caiovás à presidenta Dilma na semana passada revela, mais que um crime contra a constituição, um crime hediondo que vem sendo cometido desde o descobrimento do país, onde ninguém é punido por praticá-los e, ao que tudo indica, nem será (se Marina Silva tivesse sido eleita, certamente, interviria em favor dos povos indígenas - ou, talvez, também fosse assassinada?). Provavelmente, como o furacão Sandy que hoje varreu lixo, prédios e gente de diversas cidades americanas, a população indígena do Brasil será exterminada num futuro não muito distante. E com ela, suas crenças, costumes e "sabedências". O que os seus algozes fingem não saber, é que também serão varridos do mapa um dia (desejo que com o mesmo sofrimento que impingem às suas vítimas). A transitoriedade da vida é uma certeza absoluta, por este motivo, a ambição desmedida pela matéria torna-se ridícula. Para esses índios, a palavra é sinônimo de alma e de vida…

arte e cultura geram felicidade

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Durante missa de sétimo dia na Catedral de Guaxupé, fiquei refletindo sobre fé e religiosidade. Se o ser humano é tão apegado a Deus e à vida na Terra, não deveria obrigatoriamente respeitar e amar todas as criaturas? Infelizmente, não é o que acontece. Então, se Deus fosse nos julgar diria que somos hipócritas? Para uma resposta baseada em fatos, é válido observar a paisagem nas estradas, as árvores queimadas, as granjas malcheirosas e superlotadas, os animais domésticos ou domesticados abandonados à própria sorte e as demais mazelas humanas que os telejornais não cansam de repetir. Se os menores da FEBEM matam, se os filhos das classes média e alta também matam, se os moradores das favelas matam, se os condomínios de luxo guardam assassinos, será esse o fim do mundo? Aumentar o número de presídios, de igrejas e templos religiosos seria a solução? Trabalhar com prevenção, tentando criar seres mais felizes, talvez seja o melhor caminho...
E esse caminho humanista passa, necessariamen…