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Mostrando postagens de Maio, 2008

NO COLO DA MÃE NATUREZA

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Estou tentando ler Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola Estés, sobre as profundezas da psique feminina. Confesso que é uma leitura complicada, excetuando os contos. Toda mulher carrega dentro de si a loba ou "aquela que sabe" ou, simplesmente, intuição. Porém, nos descompassos da realidade, deixamos de estimular nossa intuição e, de repente, ela está enferrujada, "encarquilhada, coitadinha"... Sabe aquela coisa de uivar pra lua cheia? Outro dia, descobri que muitas mulheres sentem esse desejo incontrolável, daí me senti tão comum... rs

"Todas nós temos anseio pelo que é selvagem. Existem poucos antídotos aceitos por nossa cultura para esse desejo ardente. Ensinaram-nos a ter vergonha desse tipo de aspiração. Deixamos crescer o cabelo e o usamos para esconder nossos sentimentos. No entanto, o espectro da Mulher Selvagem ainda nos espreita de dia e de noite. Não importa onde estejamos a sombra que corre atrás de nós tem decididamente quatro pata…

SOMOS TODOS DESCARTÁVEIS?

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Pio e Jerônima Damião:

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Pio Damião viveu até metade do século passado (1953). Ele e sua esposa, Jerônima, acreditavam que a vida era fazer caridade. Não tiveram filhos, criaram muitos. Para eles, o ser vivo não era descartável. Naquele tempo, as relações de amizade, parentescos, etc., tinham valor e eram respeitadas, embora nem todos se dedicassem tanto como eles aos outros. Isto é uma questão de dom, de caráter. Somos o que somos ou podemos nos transformar em seres melhores?
Vivemos a era do individualismo, ou seja, cada um mais preocupado com si mesmo que com o todo. Semana passada assisti ao filme Jardineiro Fiel, dirigido por Fernando Meireles, com atores americanos (ou ingleses, não posso afirmar), filmado por volta de 2005 (?). Exemplo dos horrores descritos no Zeitgeist. Uma beleza de fotografia, roteiro e direção. Mas uma história apavorante. Os fins fustificam os meios? Para salvar pess…

GRAFITE E A LÍNGUA ESTRANGEIRA

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Grafiteiros fazem releituras de cartazes de maio de 68

A pedido do G1, OsGemeos, MZK e outros nomes interpretam a arte de protesto.
'Pichação e grafite hoje continuam tendo caráter de contestação', diz arquiteta.

Lígia Nogueira
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL463654-5602,00-GRAFITEIROS+FAZEM+RELEITURAS+DE+CARTAZES+DE+MAIO+DE.html

“Corra, camarada, o velho mundo está atrás de você!”, dizia um dos cartazes espalhados pela cidade de Paris em maio de 1968. Essa e outras frases ficaram famosas por expressar, muitas vezes de maneira bem humorada e irônica, o desejo de transformação da sociedade por parte dos estudantes na época.

Hoje, 40 anos depois, artistas contemporâneos dão a sua interpretação das mensagens de protesto: MZK, OsGemeos, Prila Paiva, Camila Pavanelli, Rui Amaral e Valentina Fraiz fizeram, a pedido do G1, releituras dos cartazes que deram voz às aspirações da juventude francesa no final dos anos 60.



Ilustração do artista multimídia Rui Amaral, 47, um dos precursor…

IDÉIAS SUSTENTÁVEIS

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Conheci na revista Idéia Socioambiental (www.ideiasustentavel.com.br) o economista Muhammad Yunus, 67. Em 1973, decidiu retornar à sua terra, Blangadesh, recém-libertada do domínio paquistanês. Ele queria fazer algo concreto por seu povo. Criou o Grameen Bank (Banco da Aldeia), que oferece crédito a juros 50% inferiores do que as demais instituições bancárias para população de baixa renda, sem a burocracia comum a esses acordos financeiros. Em médio prazo, está erradicando a pobreza do seu país. Confia que em 2030 não haverá mais pobres por lá e projeta a proliferação de empresas sociais para acabar com a miséria no planeta. Por seu grande feito, conquistou o Prêmio Nobel da Paz em 2006. Sabe o Will Smith naquele filme Em busca (ou à procura) da felicidade? Aquela tenacidade invejável... Isso é muito bonito. Yunus bateu na porta de inúmeras instituições financeiras e, em todas, foi desestimulado a continuar seu projeto. Afinal, a pobreza não dá lucro... Ele provou que estavam errados.