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Mostrando postagens de Abril, 2008

ATITUDES, CIGARRO E CERVEJA

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No próximo Acontece, a história de Maria Jesuína Zavagli, educadora aposentada e católica atuante: "Fazendo o impossível para ajudar sempre." Aliás, a frase dela me lembra outra que aprecio muito: Não sabendo que era impossível ele foi lá e fez.
Dona Jesuína faz parte das minhas lembranças do ginásio, quando eu e minhas amigas nos apertávamos numa 'baia' do banheiro da escola para fumar. Entre as amigas, Adriana, a filha caçula de dona Jesuína. A gente tinha um lema, 3 tragos para cada e o cigarro mudava de mãos, até o bira, que também era disputadíssimo. O cheiro e a fumaça não deixavam margens para dúvidas. E dona Jesuína ameaçava avisar nossos pais, e dispersava a turma de fumantes. Hoje em dia, fumar não é um hábito comum dos adolescentes. Talvez porque a publicidade de cigarros foi abolida há anos. Naquela época, uma das propagandas mais bacanas era do Hollywood, "Ao Sucesso", com uma trilha sonora de dar água na boca de qualquer jovem aventureiro. Pois…

TRIBUTO A CASÉ

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O Tributo a Casé aconteceu dias 19 e 20, no Clube Guaxupé, uma realização da Fundação Casa da Cultura de Guaxupé em parceria com a Primeiro Mundo Promoções, do promotor de eventos Severo Silva. Foi show de som, no sábado. Primeiro, família Alcântara e convidados, depois, Zimbo Trio e convidados.
Pena que o público foi restrito, sobraram muitos lugares vagos. A iniciativa pretende se firmar no cenário cultural guaxupeano, abrangendo um festival de música instrumental uma vez por ano. Nobres projetos. Esteve aqui um dos produtores do festival de inverno de Campos do Jordão, Luís Avelima (a grafia pode estar incorreta, desculpe-me). Lá, há eventos pagos e abertos, como em praças e igrejas. Tenho certeza que o gosto pela música instrumental não vem do poder aquisitivo, nem do nível social. Vem da alma e a alma não tem cor, nem cifrão...

Mas quem foi Casé, muitos perguntam? Esta informação foi bastante divulgada pelos produtores do evento nos meios de comunicação. Casé nasceu em Guaxupé e to…

PESSOAS ESPECIAIS

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Neste final de semana, escrevi reportagem sobre o artesanato elaborado pelos alunos da APAE de Guaxupé. De acordo com a diretora da instituição, 90% da turma tem aptidão para as artes. Isto significa que essas pessoas, portadoras de algum tipo de deficiência, deveriam ter um vasto campo de atuação dentro da comunidade. Infelizmente, ainda são alvos de preconceito e discriminação. O diferente incomoda, muitas vezes, até os mais descolados. Por quê?





Ao contrário, a aptidão desses alunos deveria ser estimulada com cursos de capacitação para desenvolverem trabalhos cada vez mais competitivos e interessantes para o mercado de consumo. A APAE de Guaxupé oferece cursos aos alunos, mas na minha opinião, ainda falta profissionalismo, ou seja, especialistas no assunto para ensinarem a fazer produtos diferenciados, cada vez melhor elaborados e bem-acabados, para se fixarem no gosto do consumidor. Isso faria com que a compra não ficasse somente no campo emocional, tipo "compre os produtos e c…

FESTA ÁRABE & AMIZADE

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Estas fotos retratam uma parte da festa promovida pela Pizzaria Leone. Precisamente, nossa mesa e momentos de descontração perpetuados pelas brincadeiras entre amigos. Quem quiser ver mais, aguarde o Correio Sudoeste da próxima semana...





Camilinha e André Mariano comemoraram parte do aniversário deles no Galo de Ouro. Muitas felicidades pra vocês... E para Daniel Fávero (sentado, de branco), que viaja para Angola, a trabalho. Vai viver lá por 3 meses. O aprendizado vai ser muito interessante. Sucesso! Ah, e desvia das minas! rs

estabelecedores e recebedores

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Recebi o e-mail abaixo da minha amiga Léslie Matos da Silva. Achei interessante a proposta dela de discutir sobre nossas atitudes. Será que estabelecemos o que queremos durante nossas curtas vidas ou recebemos e aceitamos pronto. Preparamos uma comida criativa ou digerimos um PF???

EU... PERDIDA (?)

A ordem estabelecida e os valores conseqüentemente também estabelecidos, seguindo a ordem estabelecida. Quem estabelece isto tudo? E porque aceitamos tudo isto? Isto Tudo ou Tudo Isto? Depende de quem somos: os estabelecedores (estabelecem dores) e os recebedores (recebemos dores)

Bj,

Léslie

No Acontece deste fim de semana, entrevistei o casal Joyce e Vinícius, ambos cegos. Como tudo que é diferente assusta, pessoas com algum tipo de deficiência costumam viver isoladas. Ou porque elas mesmas têm medos, ou porque são realmente excluídas. Habitualmente, não enxergamos essas pessoas. Este fato está estabelecido na nossa cultura. Joyce poderia ter ficado na Paraíba, chorando sua sorte, pois perdeu…

POR GENTILEZA, LIBERE O MURO

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“Apagaram tudo, pintaram tudo de cinza, só ficou no muro tristeza e tinta fresca...” (Gentileza, Marisa Monte)

Marcos Paulo dos Santos mora em um bairro de periferia, em Guaxupé, onde a maioria dos adolescentes está vulnerável às drogas e outros vícios. E este jovem de aproximadamente 20 anos ousa querer mais. Na sua casa amarela, simples, ladeada por bananeiras e pé de mexerica, ele fez um grafite: dois soldados armados e um símbolo contra a guerra. Essa paisagem chamou minha atenção quando procurava imagens para registrar durante a primeira expo Um novo olhar sobre a cidade, em junho de 2007. Posteriormente, convidei Marcos Paulo para participar do também estreante sarau cultural Balaio de Gato. Durante a noite, sentado em uma das mesas onde haviam sido deixados papel e canetas, o grafiteiro pintou diversas cenas. Quieto, falou por meio da arte e obteve sucesso. É com arte que Marcos Paulo sonha ganhar o mundo. Recentemente, incomodado com a brancura sem-graça do muro ao lado direito…