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Mostrando postagens de Junho, 2012

as árvores e os fios de alta tensão

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Preâmbulo



Como diria Arnaldo Antunes e Tulipa Ruiz, a ordem das árvores não altera os passarinhos. É hora de economizar energia, não de alçar voo.

Às vezes, saco a máquina da bolsa e saio fotografando coisas desimportantes. Como galhos de árvores próximos aos fios de alta tensão. Poderia colher pelo centro da cidade diversas imagens semelhantes. Na última poda, funcionários da prefeitura disseram que não havia equipamento para podar os galhos mais altos. Nem pessoas capacitadas para esse trabalho. Mas quando o fato é consumado, como, por exemplo, os galhos caem provocando incêndios como aconteceu aqui e acolá, a energia das redondezas precisa ser desligada até que a ordem seja refeita. Penso que a prevenção seria uma forma mais prática de se manter a ordem, no mínimo, menos dispendiosa ou estressante, para os cofres públicos, para a população e para a natureza, naturalmente.




Olha que bacana um projeto do juiz de Santa Rita do Sapucaí, onde os presos, pedalando, geram energia elétric…

o rei dos esgotos

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(ou melhor, príncipe, porque o rei continua sendo o rato)

Hoje, encontraram um escorpião amarelo num espaço que costumo frequentar. Ninguém foi picado, mas o aracnídeo foi levado dentro de uma garrafa à Vigilância Sanitária. Amanhã, um fiscal deverá comparecer ao local para verificar se há situação propícia à proliferação de escorpiões. O fato é que eles se alimentam de baratas que, aliás, estão em toda parte, mesmo quando passam despercebidas, infelizmente. No cemitério de Guaxupé há grande presença de ambos. Tanto que na APAE, prédio vizinho, já ocorreu, algum tempo atrás, uma invasão de escorpiões. Como esses animais se alimentam de baratas, a instituição passou a ser dedetizada periodicamente a fim de evitar novas infestações. Mas não é só nas casas que a presença de escorpiões foi detectada, na praça dos "bambolês quadrados" eles também foram flagrados dando um rolê. No prédio do INSS, idem (como vivem de 4 a 25 anos, obviamente, não estavam atrás de aposentadoria). Uma…

nos "arraiás" da vida

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Crianças representam a esperança de um futuro melhor, onde a natureza e todos os seres vivos compartilhem espaços respeitosamente. Mas qual o planeta que vamos deixar a essas criancinhas tão lindas e, ainda, inocentes? Fotografá-las é sempre um grande prazer. Revelá-las, muito mais. Penso na responsabilidade de gerar um filho. Como criá-los para que sejam cidadãos responsáveis e, concomitantemente, felizes? A maior riqueza que gostaria de deixar a todas essas criaturazinhas, seria menos responsabilidades e mais prazeres, como o gozo de um banho de cachoeira, do vento batendo no rosto em noites de lua cheia, de olhar e ver um céu estrelado, entre tantas coisas simples e gratuitas que a natureza nos oferece. Desejo também, principalmente, muita criatividade para conseguir sobreviver com qualidade em meio ao individualismo e caos atuais.

Estas e outras fotos estarão disponíveis na Escola Interativa - Unidade Nova Floresta, a partir de segunda-feira (para ampliar, clique com o botão direi…

pra onde foram as baratas?

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Há alguns meses venho notando a ausência das baratas, em minha casa e na rua. Não que eu sinta a falta delas, longe disso. Mesmo cuidando de tudo com muito asseio e veneno, até então, minha mãe nunca havia conseguido se ver livre desses insetos, que ocasionalmente nos visitavam, no inverno ou verão. Portanto, esse sumiço é bastante suspeito, principalmente, se estiver acontecendo em toda a cidade - talvez uma ação saneadora do departamento de obras ou alguma substância tóxica lançada nos esgotos ou o preâmbulo de uma invasão de escorpiões ou sob o chão que nos protege, chafurdadas na lama do esgoto, ainda rastejam uma infinidade delas, aliás, os únicos seres vivos que sobreviveriam a uma guerra nuclear - quando meu pensamento chega neste ponto, sempre concluo que a morte, para mim, seria bem mais viável e indolor, pois uma convivência pacífica entre nós seria/é insuportável. E desvio o rumo da prosa.

Infelizmente, parece que até a convivência entre os seres humanos chegou  a um ponto…

o cineclube está de volta!

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Este ano, não participei da aerofesta guaxupeana, tampouco tive a graça de ver balões coloridos no céu. Quem sabe ano que vem... A boa notícia é que o Cineclube 14 Bis está de volta, agora, às terças, 19h. Curti o novo horário. Afinal, não é sempre que temos filmes interessantes e gratuitos ao mesmo tempo.
Aqui está a sinopse encaminhada por e-mail pelo Instituto 14 Bis:
Filme: Nossa Vida Não Cabe Num Opala Ano: 2008 Direção: Reinaldo Pinheiro Duração: 88 minutos Classificação: 16 anos
Sinopse: Filme baseado na peça "Nossa Vida Não Vale Um Chevrolet", do dramaturgo Mário Bortolotto. Contando com um elenco de peso, com participações de Dercy Gonçalves, Marília Pêra e Paulo César Pereio, o longa narra a história de uma família de assaltantes de carro, especializada em roubar Opalas. Em meio à rotina dos assaltos, a trama escancara a degradação dos personagens e das relações entre eles. Uma tragédia familiar contada com virulência e sarcasmo. Destaque para a trilha sonora…

ajude a encontrar o amarelo (ou alemão)

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Hoje, início da Rio + 20, marco da luta em favor da sustentabilidade no mundo, ambientalistas de várias partes do Brasil se reúnem para discutir e tentar mudar os rumos da política brasileira em relação às causas ambientais. Aqui, em Guaxupé, também há muito o que se debater: a água que bebemos, o rio que queremos, nossas ruas de pedras - tão abandonadas -, arborização e o projeto de construção de um terminal rodoviário urbano no centro da cidade, posse de animais domésticos e domesticados, entre outros.



A ocasião é propícia para alardear o sumiço de um cachorro muito popular na cidade (foto, Tatiana Abrão Marcello). Chamado de Amarelo, por uns, de Alemão, por outros, esse animal vivia em liberdade pelas ruas. Reconhecido em todos os bares, frequentava a Casa da Vó Maria e participava das rodas de samba no Galo de Ouro. De personalidade forte, garboso como um cão labrador, não se sujeitava a coleiras. Muitos tentaram adotá-lo, mas ele sempre voltava às ruas. No último ano, era c…

ressaca de tv

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Minha ressaca de TV vem de longa data. Mas procuro encarar o lado bom. Os programas que abordam artes e cultura, por exemplo, costumam ter minha preferência. O Metrópolis (Cultura) tem sido uma decepção, desde que trocaram o Cadão Volpato pela Adriana Couto. Por mim, esta apresentadora deveria fazer par com a "Lili", do Estúdio Móvel (TV Brasil), e, juntas, tirarem um bom período para estudos e aperfeiçoamento profissional ou, então, virarem "modelos". Não entendo o que elas fizeram para merecer o lugar que ocupam, principalmente a Adriana, num programa "filé" como o Metrópolis. Para tentar atenuar a performance ruim da moça, chamaram o competente Cunha Jr. pra dar uma força. Esta noite, em entrevista com o diretor e a atriz do filme Violeta foi para o céu, a morena (ou negra, talvez) de cachinhos (prova inequívoca de que a cor dos cabelos não interfere nos neurônios) se atrapalhou com uma pergunta sobre a falta de cronologia das cenas, pedindo socorro p…

desfile, polivalente e teatro mágico no centenário

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Um breve preâmbulo, já que ontem, 05, foi o Dia Mundial do Meio Ambiente:

Causando até um certo desconforto entre mim e o secretário de obras, na época, consegui (por meio de pessoas sensatas), no fim de 2008, que a Prefeitura de Guaxupé colocasse um portão decente no muro desse terreno (foto acima), após a calçada ter sido consertada - quando a antiga cadeia foi reformada, quebraram a calçada e o muro, esse espaço virou passagem para desocupados e, constantemente, ficava coberto de mato e sujeira, situação a qual o antigo proprietário costumava ignorar -. Nem bem o problema foi resolvido, o muro e a calçada voltaram a ser quebrados para uma nova reforma do prédio, que é tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal, e foi cedido à Delegacia de Polícia Civil de Guaxupé, no ano passado. Em meados de outubro ou novembro, com a aposentadoria do delegado responsável pela obra, a nova sede da Delegacia foi inaugurada, com pouco barulho, pois ainda havia muito a fazer antes da reforma ficar c…