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Mostrando postagens de Dezembro, 2010

eu te amo

Estou cá tentando escrever a última postagem de 2010, mas a inspiração insiste em fugir de mim. Tentei até me apoiar em Vinícius de Morais (esta noite, sonhei que ele estava sentado à minha direita numa mesa de bar) ou Jesus Cristo (amai-vos uns aos outros), em vão. Queria dizer que na era da internet, em que o tempo voa veloz, os amores seguem o mesmo ritmo. Não apenas entre amantes, mas entre amigos, colaboradores, parceiros, todos, enfim. O mundo está carente de amor porque as pessoas não sabem ou desaprenderam a amar. No mundo virtual e no real, tudo é passageiro, a fila corre, superágil, enquanto os sentimentos, ressequidos, exalam artrite e naftalina. Gostaria de acreditar quando me dizem eu te amo, mas estas três palavras foram tão banalizadas que ficou fácil de pronunciá-las. Antes, pensava-se mais antes de dizer. Hoje, dizem sem pensar. Falam sem amar. Desejo que em 2011 as pessoas, crianças, jovens e idosos reaprendam o significado dessas palavras. Que o ser humano ame mais,…

contatos virtuais

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Uma amiga me contou que conhece um casal de namorados que se comunica melhor por Skype do que pessoalmente. Outra amiga, que dificilmente encontro, me escreveu por e-mail: É triste saber que dentro dos lares as pessoas se comunicam através de computadores e sms de seus celulares. Até “fazem amor” pela internet. Não existe mais o contato, o toque e o ombro amigo. Hoje, temos “a tela” amiga. As pessoas não sabem mais se tocar, se abraçar e se falar “ao vivo e a cores”.

O fato é que temos mais amigos no Facebook e outros sites de relacionamentos que na vida real. É mais fácil escrever "eu te amo" do que falar olhando nos olhos uns dos outros. Sabemos sobre a vida dos outros o que desejam que saibamos. As vidas pessoais viraram um marketing sem fim. Quando nos deparamos com a realidade, na maioria das vezes, nos decepcionamos.

Mas é fato, também, que a tecnologia une e reúne pessoas. Proporciona um contato que, caso não fosse virtual, não aconteceria de forma nenhuma. Viva o deus …

meu querido papai noel

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Gente, tem muita coisa linda no Bazar da Léa Cury, e é só até amanhã:



Semana passada, recebi por e-mail este simpático texto da companheira vira-lata Silvana, secretária da Casa da Cultura. Lembrou-me de quando eu ainda acreditava em Papai Noel e o Natal tinha um sabor especial, não de comes e bebes, mas de fantasia e encantamento. Compartilho com vocês. Obrigada, Silvana!


Meu querido Papai Noel...

Já faz tanto tempo que eu não escrevo para o senhor, não é? Mas hoje, meu bom velhinho, resolvi resgatar aquela criança de brilho nos olhos e o coração cheio de esperanças, que ainda vive dentro de mim.
Não sou mais aquela criança e meus pedidos mudaram um pouco, mas com certeza o senhor poderá me atender.

Eu gostaria de uma pequena caixa vermelha.
Isso mesmo, vermelha. Que represente a vida.
Para que eu quero essa caixa?
Eu explico:

Dentro dela vou guardar
Todo o amor que eu tenho para dar...
Toda a esperança que vive dentro de mim...
Toda a saúde que eu possa ter...
Todo o carinho que eu tenho para …

minha história

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Anos atrás, Nely Záccaro Andrade não recusava uma valsa; atualmente, não perde uma boa pescaria com prosa.


De sorriso aberto para a vida

Nely Záccaro Andrade nasceu em Guaxupé, em 22.09.31, filha de Henrique Záccaro e Ida Zoldan Záccaro, ambos descendentes diretos de italianos. Na sua certidão de nascimento, foi registrada como nascida em 23, mas comemora seu aniversário dia 22. Encara a vida sempre com bom humor, talvez, por esta característica, goste de pescar, embora não conte histórias de pescador. Com seu sorriso aberto, diz que o segredo para uma boa pescaria é a paciência.



“Papai era sapateiro. Minha mãe, costureira, fazia esse serviço muito bem. Sempre moramos na região do balaústre. Vivemos alguns meses em Guaranésia, onde morava toda a família do meu pai, numa época em que ele passou por dificuldades financeiras. O pai, Brás Záccaro, e os irmãos dele eram todos sapateiros; além deste ofício, meus tios eram músicos, também.
Comecei a fazer o grupo lá, mas não fiquei nem um ano, p…

mais amor, por favor

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Já manifestei diversas vezes meu apreço pela revista Página 22. Na edição de dezembro, uma entrevista com Gilberto Gil encheu meus olhos. Nela, Gil afirma que o Brasil é feitiço e o afeto, seu diferencial em relação ao modelo europeu. A opinião dele sobre a colonização portuguesa é bem romântica, não sei se muito realista, mas o fato é que o "bruxo Gil" tem uma visão do todo bem interessante, bom seria se tocasse o coração dos nossos governantes. Por falar neles, hoje foi votado, com extrema eficiência, o aumento de salário dos parlamentares, ministros, presidente e vice, variando de 61 a 148%. Hummm, realmente, falta afeto e respeito pelo povo (leia mais: http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=26763312 ).

Há diversos e diversos tipos de preconceito, dentro e fora de nós. O racial é, literalmente, o mais visível. Muitos são somente perceptíveis para quem os sente na pele, independente de cor, credo ou opção sexual. Uns porque são emotivos demais,…

minha história

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As memórias minuciosas de José Evaristo Silvério, um grande contador de histórias, são dignas de um livro.

O homem que tapeia Deus

José Evaristo Silvério nasceu em 23.07.25, filho de Vergílio Evaristo Silvério e Pedra Maria Teixeira. Primogênito de cinco filhos: Odilon, Rita, Orlando e Francisca. Foi registrado como nascido dia 25, pois seu pai, ao chegar ao cartório dois dias depois do nascimento do filho, encontrou Major Sertório dando bronca em outro pai que também chegara atrasado. Com medo do major, o pai disse que seu filho nascera naquele dia, o mesmo em que comemora seu aniversário até hoje. Este é um dos muitos causos da vida deste homem, que aos 85 anos se mantém lúcido e bem-humorado: “To tapeando Deus, ele vê este coitado e diz, deixa ele ficar mais um pouco.”

“Nasci em Guaxupé, na Rua Amazonas, atualmente, José Costa Monteiro, pelas mãos de uma parteira chamada Brandina. Meu avô, Evaristo da Veiga, descendente direto de escravos, músico, tropeiro e representante do vinho po…