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Mostrando postagens de Abril, 2011

paralelepípedos

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Há meses os jornais impressos e falados da cidade noticiaram uma possível transferência da Delegacia Regional de Polícia Civil para o prédio da antiga Cadeia Municipal. Rodrigo Sá, da Rádio Comunitária, chegou a entrevistar cerca de 10 pessoas na vizinhança, coletando opiniões. Segundo ele, a maioria se mostrou favorável à mudança que, no momento, parece inexorável. Fiquei espantada e consternada.

A Rua Luiz Costa Monteiro, onde está situado o prédio da antiga cadeia (um dos 14 - não estou certa deste número - patrimônios históricos tombados de Guaxupé) fica na região central, ao lado da Santa Casa de Misericórdia, do Pronto Socorro, da Hemodiálise, da Igreja Ortodoxa, da Igreja de Nossa Senhora Aparecida e da Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Um pacato cenário, típico de interior. Ao meu ver, esta região deveria ser batizada de Centro Histórico e todo seu conjunto, incluindo os paralelepípedos, tombados pelo Patrimônio Histórico Municipal. Nunca deveria abrigar uma Cadeia ou Delegac…

alegria e pesar

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O fim de semana prolongado (e quase santo) que a Associação Viralatas do Samba promoveu na Casa da Vó Maria foi quase perfeito. Alguns contratempos tentaram abafar, mas em vão, o brilho das três noites artístico-culturais. A quinta-feira começou bem-humorada com a peça teatral O Defunto, protagonizada por Arlete Mendes e Ernani Sastre. Em seguida, a roda de samba capitaneada por Washington Rodrigues, com a participação de convidados-amigos, encheu de alegria noite adentro ou, se preferir, madrugada afora. A intervenção artística do Sushi, com um texto de Terça Insana, também conferiu um brilho especial.

A discotecagem do DJ Faustino deu um toque nostálgico à noite de sexta. I Want to Break Free, do Queen, e outras músicas dos anos 80 e 90 animaram a pista improvisada na sala principal. Infelizmente, um vizinho acionou a PM que chegou na Casa e pediu para abaixar o som, senão levaria o equipamento e os responsáveis pra Delegacia...

No sábado, durante o Projeto Samba-rock Duo, com José G…

um ou outro perfil

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Hoje em dia, os óculos viraram gênero de primeira necessidade. Não apenas para quem possui problemas de visão ou quer se proteger dos raios ultravioletas. A moda, também, enche os olhos de quem se preocupa com estética: é mais uma opção do mercado fashion para enriquecer o visual.

Os óculos de gatinho já estiveram em alta. O estilo aviador permanece nas paradas de sucesso. Porém, cada vez mais o consumidor pode optar por variações do mesmo estilo e escolher aquela que se adapta melhor ao seu formato de rosto. Ou seja, na tendência atual, há óculos adequados para cada perfil.
As hastes deixaram de ser coadjuvantes e passaram a ocupar lugar de destaque. Tem para todos os gostos, com ou sem brilhos, pedras, argolas ou mesmo um design diferenciado. “O mercado óptico oferece muitas opções. Atualmente, é possível comprar um modelo fashion e com qualidade, com lentes que protegem os olhos do excesso de luz”, relata Paulo Macedo, empresário do ramo.
Até pouco tempo atrás, as grifes mais renoma…

professora querida

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A guaxupeana Zélia Vieira Dallora nasceu em 25.11.32, filha de Francisco Vieira Ribeiro, natural de Guaranésia, e Jesuína Cândida Ribeiro, de São José do Rio Pardo. Criada no dorso do cavalo e nas árvores do pomar, Zélia adquiriu amor pela vida rural, que retratou em telas de pintura. Aprendeu a pintar nos colégios de freiras onde estudou e intensificou, também, sua fé em Deus. Professora aposentada, ela é do tempo em que pais e alunos respeitavam o magistério: “Eles nos queriam bem.”

“Minha mãe teve 16 filhos, apenas dez sobreviveram. Naquele tempo não tinha antibiótico, até pneumonia matava. Atualmente, somos quatro, Ana Margarida, Hilda, Wanda e eu. Meu pai, conhecido por Chico Vieira, era proprietário da Fazenda Divisa, entre Guaxupé e Tapiratiba.
Meus irmãos e eu brincávamos com os filhos dos colonos, que eram muitos. Gostava de assistir aos jogos de futebol dos meninos no campinho da fazenda. Brincava no terreirão de café, andava a cavalo, subia nas árvores do pomar ou no curral. …

o que realmente importa?

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"Esta é a pergunta. Nós queremos ter mais tempo para conviver com os nossos amigos, nossos filhos, para buscar o conhecimento, para usufruir da natureza? Ou nós queremos competir violentamente para consumir cada vez mais e ficar com uma sensação crescente de falta de tempo?

Esse é um dos grandes paradoxos dessa história toda. Tudo nos é vendido como tecnologia para economizar o tempo e, no entanto, nós carecemos cada vez mais de tempo para fazer aquilo que desejamos. Werner Herzog, cineasta alemão, dizia que a solidão humana aumentará na proporção exata do avanço dos meios de comunicação. Nós estamos no mundo das solidões interativas. As pessoas estão hiperconectadas e cada vez mais solitárias. E têm muita dificuldade de estabelecer vínculos humanos permanentes. São relações muito fluidas, superficiais. Eu tenho milhares de amigos numa rede social e não conheço ninguém."

(Eduardo Giannetti - Página 22. Na íntegra:
http://pagina22.com.br/index.php/2011/03/a-pergunta-motriz/ )

NA …

ajude!

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Encontrei, hoje, esta cadelinha perto da Casa da Vó Maria (deve ter alguns meses de idade). Infelizmente, não há espaço no local para outro animal, pois, no quintal, uma fêmea de grande porte já matou outra de menor porte que estava aguardando adoção. Então, ela está, provisoriamente, albergada na garagem, mas pode entrar e sair pelo portão, à vontade. Esta situação já ocasionou a morte por atropelmento de outra cadelinha que, também, tentei ajudar. Peço sua ajuda para ela encontrar um lar bacana, antes que seja tarde.




Sobre os filhotes de gato (pretos e olhos azuis), um morreu e o outro foi adotado por uma senhora que já tem outros gatos...

humanize

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Sou fã da programação do Futura, porque o conhecimento é irresistível e este canal oferece diversas oportunidades para saber mais. Recentemente, conheci a campanha Humanize, no ar desde dezembro de 2011. Sempre digo que não basta nascer homem ou mulher, é preciso adotar atitudes que nos diferenciem, realmente, dos outros animais. Por exemplo, ser solidário com um desconhecido, oferecer um prato de comida a quem tem fome, ouvir os desabafos de um amigo, respeitar os idosos, as diferenças, a natureza e todos os seres vivos, ser gentil e generoso no trânsito, etc. A proposta desta campanha é incentivar a Cultura da Paz através da adoção de novos valores e atitudes. Não é tarefa simples humanizar-se, mas a tentativa já é supergratificante.

Poderia haver uma indústria para reciclagem de pessoas. Tipo assim, um sem-educação entra, sai um educado e gentil; o egoísta dá lugar ao solidário; o mal-amado sai esbanjando amor. Mas nada tão radical. Haveria um tempo adequado dentro do Transformador …