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Mostrando postagens de Maio, 2012

zumbi no sertão de jacuí

"ZUMBI NO SERTÃO DE JACUÍ" uma produção coletiva de vários amigos com afinidades artísticas. A ideia surgiu quando a guaxupeana Lourdes Lopes foi contratada pela Secretaria de Cultura da cidade para fazer um show no Teatro Municipal em comemoração ao aniversário de 100 anos da nossa cidade. Ela, que canta em vários estabelecimentos em São Paulo, com a maravilhosa Banda Mistura Brasil, de Osasco, reuniu amigos de longa data nesse projeto ousado: contar a história de Guaxupé sob a perspectiva do negro trabalhador. Várias conversas aconteceram com artistas daqui e guaxupeanos que moram e têm seu trabalho estabelecido em São Paulo para se chegar no formato final do que será apresentado dia 1° de junho.
Ao experiente ator Eucir de Souza coube a função de sistematizar o que seria esse espetáculo, dando a orientação para que as pesquisas iniciassem. Com grande entusiasmo, conseguiu reunir outros artistas que não moram mais aqui: Pedro Lemos, Jaqueline Stampone, Paulo …

a história de vida do beto cruvinel

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(ou justa homenagem a um cidadão)

Carlos Alberto Bárbara Cruvinel, o 5º filho de Magnólia Bárbara Cruvinel e João Cruvinel Filho, nasceu em Nova Resende, em 08.12.1959. Irmão de Célia, Maria Tereza, João Batista, Antônio Carlos, Mariana, José Osvaldo e Ana Lúcia, ele conta que a origem da família Cruvinel pode ser alemã, mas não tem certeza. Homenageado com o título de cidadão guaxupeano, em 2011, Beto, que vive em Guaxupé há quase cinquenta anos, já comprovou de diversas maneiras que esta homenagem foi muito justa. Aqui fincou raízes, contribuindo com muito trabalho para promover o desenvolvimento do município e de suas instituições.


 “Lembro-me de ter vindo para Guaxupé por volta dos cinco anos de idade. Nas férias, papai alugava uma Kombi para levar toda a família a Nova Resende, onde nos hospedávamos na casa dos meus avôs maternos, Antônio Estevan Bueno e Maria José da Conceição. Não me esqueço das molecagens que fazia junto com meus irmãos e primos, ficávamos literalmente como uns…

crimes de vilipêndio

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Tive que recorrer ao dicionário para relembrar o significado correto de vilipendiar, já que não é um termo comum do meu léxico pessoal, rs. Espero que a manchete inusitada do Correio tenha servido para aproximar mais o leitor do dicionário. Para quem ainda está em dúvida, vilipêndio é sinônimo de desprezo, aviltamento. Não sabia que é considerado crime ("No vilipêndio, pois, há o desejo de ultrajar, de profanar"). Também causa espanto a notoriedade alcançada pela imagem de Nossa Senhora das Dores, colocada há poucos meses na entrada da cidade (para quem vem do estado de São Paulo) por seu Gilberto Gallate, por meio do GAS - Grupo de Ação Social ou Clube dos Macados, não estou certa sobre qual das duas instituições está à frente desse projeto.

Sei que um santo é sempre bem-vindo, inclusive para nos lembrar de pedir proteção no começo de uma viagem ou de agradecer no final. Só que nem toda doutrina religiosa adota esse tipo de imagem em seus cultos. Aparente democracia, desde…

procura-se maria aparecida santana

Esta manhã, deparei-me com o e-mail transcrito abaixo, em que Camila Torres, residente em São Paulo, pede ajuda para encontrar sua avó, Maria Aparecida Santana, que viveu, provavelmente, em uma das fazendas da nossa região. Se este blog puder servir de canal para Camila reencontrar suas origens, que assim seja. Vamos procurar ajudar. Se alguém tiver alguma informação, o e-mail da Camila está no fim desta post. Sheila, bom dia. Meu nome é Camila, e encontrei o seu contato no blog Memórias de Guaranésia, e o motivo deste contato se dá pelo fato de que em minha família consta um desaparecimento em Guaranésia. É uma história longa, mas tenho uma esperança de que, talvez, possa nos ajudar.
Em 1958, meus avós maternos (José e Maria Aparecida) tiveram um namoro, porém naquela época sendo minha avó filha de fazendeiro não seria possível um namoro com uma pessoa “pobre”. Por fim, minha avó ficou grávida e deste relacionamento nasceu minha mãe, Aparecida Batista. 
Segundo relatos da minha mã…

amostras do boca a boca 3

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Na quinta à noite, estive no Polivalente conversando com alunos do EJA (Educação de Jovens e Adultos) sobre patrimônios históricos imateriais, como a oralidade regional registrada no livreto de bolso Boca a Boca. A professora Ana Tauil está desenvolvendo um trabalho relacionado ao centenário de Guaxupé em que os alunos redescobrem costumes passados. A 2ª edição do livreto, produzida em 2007 pelo jornalista Silvio Reis e por mim, inclui, junto com os verbetes bem-humorados, uma reportagem sobre várias vendas da zona rural da nossa região. A maioria desses locais fecharam porque, hoje em dia, os trabalhadores rurais não costumam mais morar nas fazendas, atraídos pelas "facilidades" da cidade. Os atuais supermercados substituíram as charmosas vendas de secos e molhados, onde se encontrava de tudo um pouco, e onde a palavra dada ainda tinha valor, com as dívidas anotadas em livros ou cadernetas e pagamentos mensais. Dia 22, estarei na escola, novamente, para conferir o resultado…

hecho en china

Fiquei besta quando encontrei uma etiqueta em um vestido da Hering com os dizeres: produzido na China. Eu, que sempre fui fã da marca, agora me questiono onde está a sustentabilidade dessa confecção. Um negócio é sustentável quando gera lucros e benefícios sociais sem prejudicar o meio ambiente. Pensa só nesses produtos sendo confeccionados na Ásia para depois serem transportados ao Brasil, o quanto não se utiliza de combustível (e não é biodiesel) para vencer os milhares de quilômetros que separam os dois países. Sem falar na mão de obra barata utilizada nessa produção. É um absurdo o que vem ocorrendo no Brasil, onde os produtos manufaturados na China são vendidos mais baratos que os daqui. Sei pouco sobre economia, mas não pode ser somente uma questão de impostos. Tive a mesma sensação quando comprei os chapéus do Viralatas do Samba do carnaval deste ano. Cada unidade poderia ter saído a menos de três reais não fosse o fato de a loja não ter estoque suficiente para atender meu pedi…

qual o seu ideal?

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Desta vez, o título em português ficou bem melhor que o original: Mr. Smith goes to Washington. O título desta post (era pra ser A mulher faz o homem) é de um filme dirigido por Frank Capra (conheça mais), em 1939, em que um homem simples e idealista torna-se senador dos EUA, encarando adversários corruptos com o auxílio da secretária. "É um mundo cruel, os ideais ficam de fora", ouve o protagonista em determinado momento. Setenta e três anos depois, na vida real, temos um mundo onde a corrupção ainda tenta manipular e empobrecer nobres ideais, utilizando artimanhas que visam ridicularizar os idealistas. Muitas vezes, conseguem, mas sem que percebam, os idealistas vêm se multiplicando mundo afora.

E por que não, adentro? Dia 1º de junho Guaxupé vai completar cem anos de emancipação política. Muitas atrações fazem parte da programação da Prefeitura Municipal. A mim, chamou atenção a apresentação de O Teatro Mágico, dia 03.01 - imperdível. Fernando Anitelli, líder da trupe de a…