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Mostrando postagens de Setembro, 2007

Aí vai meu coração...

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Na verdade, o coração é de Tarsila do Amaral, uma das maiores pintoras brasileiras do século XX (embora não tenhamos tantas mulheres atuantes nessa área e naquela época, evidentemente). Mesmo não tendo participado da Semana de Arte Moderna de 1922, sua obra ousada e criativa marcou o movimento Modernista. A partir da esquerda, O Abapuru, A Negra e Antropofagia.


Enfim, antes de comentar o livro em questão, informo a quem ainda não saiba que Fernando Meireles (Cidade de Deus) está dirigindo um longa (Blindness) com roteiro adaptado do livro Ensaio Sobre a Cegueira, do já citado neste blog (A caverna) Saramago. E retomando o tema anterior, ouvi no telejornal, de acordo com a Polícia, Ribeiro Jr. foi vítima de assalto e não sofreu atentado devido à investigação que fazia sobre o narcotráfico na região...

E aí vai meu coração é uma reunião de textos elaborada por Ana Luíza Martins, especificamente cartas de Tarsila do Amaral e Anna Maria Martins para Luís Martins, escritor e crítico de arte,…

Liberdade de imprensa

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O ombudsman da Folha de São Paulo, Mário Magalhães, escreveu na sua coluna de hoje sobre o atentado ao jornalista investigativo Amaury Ribeiro Jr., baleado em um bar no Entorno de Brasília, quando fazia uma série de reportagens sobre a relação da violência naquela região com o narcotráfico.
Agora à noite, no Fantástico, meus ouvidos captaram uma entrevista com o jornalista, filmado em uma cadeira de rodas. "Não vou mais continuar neste tema, já dei minha contribuição", afirmou Ribeiro Jr.
A liberdade de imprensa é constantemente ameaçada, posta em xeque, em casos como este. Magalhães relembrou o assassinato do jornalista americano Don Bolles, possivelmente pela máfia, quando investigava o crime organizado: "38 profissionais de 28 jornais e redes de TV se uniram no que seria conhecido como Projeto Arizona..." Esses profissionais deram continuidade ao trabalho iniciado pelo colega morto, com a clara mensagem de que a imprensa não pode ser calada por meio da violência. …

Cartão Postal

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"Meu amor sem cor, velho postal, amor banal, sem nenhum, sem nenhum valor
Nessa noite meu pobre amor de papel esqueça a cor do anúncio lá do céu"
Esta música, cantada pelo Ney Matogrosso, é tudo de bom, emociona mesmo, "vai deixando minha parda voz parda voz parda voz de louca, louca, louca, louca, louca, louca muito louca".
Postais deixam a gente saudosista, até mesmo sem conhecer as paisagens que descortinam. Este tipo de mensagem remete à alguém querido que está longe. E há tempos em que cartões postais eram superiormente mais interessantes que e-mails, pois ainda nem havia este tipo de concorrência. Mas vamos lá, a vida continua e as mensagens pela internet também têm seu charme. Como tudo, desde que descubramos o ângulo certo... Afinal, na terrinha em que o censo informou não ter nem 50 mil habitantes, alguns fotógrafos aguardam sair do forno imagens já eternizadas na exposição Um novo olhar sobre a cidade e que agora viraram postais. Garanto que preencherei vár…

Luto Nacional

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Geralmente utilizamos este símbolo quando acontecem tragédias. O que significa, geralmente, morte de um grande número de pessoas. Ora, não há nada mais natural na vida do que a morte. Por mais que a consideremos injusta, na maioria dos casos. Principalmente quando ocasionadas por arbitrariedades e falhas humanas ou tecnológicas que poderiam ter sido evitadas. Parafraseando um Boca a Boca "todo mundo deveria fazer cursinho pra aprender a lidar com a morte".
Fico muito chateada em tragédias que não tiram a vida de ninguém, mas só pelo fato de serem injustas. Como hoje, com a absolvição de Renan Calheiros, presidente do Senado. Uma injustiça terrível contra milhares de brasileiros que sustentam famílias com salários-mínimos, enquanto dinheiro ilícito é utilizado por pessoa de alto cargo público para pagar pensão de 12 mil reais. Para jornalista também aparentemente corrupta sustentar apenas uma filha em comum. Fora o aluguel de apartamento de luxo em Brasília. Como agir com ta…

Boca a Boca indefectível

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Antes de dormir, senti uma necessidade inadiável de fazer algumas considerações sobre este dia 11 de setembro:

- Ouvi de uma professora: hoje é dia 11, 6 anos da tragédia. Daí perguntei: mas que tragédia ou tragédia para quem? No jornal da Cultura relembraram os mais de 60.000 iraquianos mortos desde que os EUA declararam guerra ao Iraque e Afeganistão. E os milhões de migrantes que procuram abrigo (e paz) em terras estrangeiras? E as crianças subnutridas, os patrimônios da humanidade destruídos, etc. etc? Realmente, tudo depende do referencial. E, decididamente, minha ótica não é nada semelhante a dos americanos.

- Outra reflexão provocada pelo telejornal: a partir de 2012 a Embrapa (empresa brasileira de pesquisa agropecuária) colocará no mercado outro tipo de soja transgênica, a segunda do mercado nacional. Desde 2003 a Monsanto detém o monopólio de uma espécie do vegetal geneticamente modificado e altamente resistente a determinado herbicida. A empresa comemora a vitória da biote…

afogar o ganso na espanha

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Quando penso que a humanidade já me chocou o suficiente, me deparo com crueldades como esta noticiada pela globo.com:

Espanhóis pulam atrás de gansos em festa basca tradicional
Animais são mortos antes mesmo de serem jogados ao público.
Festa ocorre na cidade de Lekeito, no norte da Espanha.
de acordo com essa reportagem, os gansos já estão mortos quando são jogados para o público. Esta foto mostra um deles sendo degolado)

É por isso que eu defendo que afoguem os gansos somente no Brasil. Pode ser mais chulo, porém muito mais humano...

Outra pérola de O Globo:

Jovens coreanos rejeitam carne de cachorro

"A Coréia está muito mais aberta ao mundo e as pessoas estão vendo o que acontece aqui. Além disso, esse costume (de comer carne canina) vem caindo porque hoje em dia é muito normal ter cachorros em casa", afirma o jornalista Sung-Hae Kim, especializado na história dos costumes da Coréia do Sul.
Ele, que tem 40 anos e nunca provou o prato, diz que o consumo da carne é algo que f…

Liesel, Amir e os Animais

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Na primeira madrugada de setembro terminei a leitura de A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak. Simplesmente uma história emocionante sobre o poder das palavras e a amizade. As descobertas de uma adolescente na Alemanha nazista durante a 2ª guerra mundial. A história é narrada pela Morte, com toques de ironia: “os humanos são felizes porque podem morrer” ou “me chamam de ceifadora de vidas injustamente, porque só cumpro ordens superiores”, etc. Agora, por mais que se esforce, nunca consegue ser realmente engraçada, principalmente numa época tão vergonhosa para a humanidade.
Parênteses - Adoro passar a mão sobre a capa dos livros e sentir o cheiro do papel. Sou apreciadora da apresentação da Capa. Neste livro, a ilustradora foi muito feliz ao escolher a foto em preto e branco com detalhes em vermelho, a cor do sangue derramado, mas também da paixão e da criatividade.
Alguns meses atrás li O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini, outra obra gostosa de se ler, mas também com verdades …