sexta-feira, 16 de junho de 2017

manifesto

Cadê os 72% de brasileiros que aprovam a reforma do Ensino Médio? Pelo menos é o que afirma uma propaganda veiculada na TV a toda hora. E essa não é a única falácia do atual governo. Ao clicar no site da Receita Federal, por exemplo, há um anúncio chamativo oferecendo um link explicativo sobre a reforma da Previdência, como se esta já estivesse aprovada (como anda a CPI do Senado?). Não entendo como decisões importantíssimas para o país estão sendo tomadas sem que se atendam as demandas do povo, das Leis, da Justiça, etc. Por que a irmã do Aécio Neves está presa e ele não? Por que o TSE não caçou a chapa Dilma-Temer por ter usado dinheiro de propina pra obter vantagem política nas eleições? Por que Dilma sofreu impeachment por causa de pedaladas fiscais e o vice da mesma chapa continua presidente mesmo com denúncias (e provas) de formação de quadrilha e recebimento de propina? Agora essa Câmara corrupta infelizmente eleita pelo povo é que vai determinar se Temer é ou não culpado das acusações que recaem sobre ele. Os mesmos legisladores que aprovaram a reforma trabalhista!!



Como a qualidade artística da Globo prescinde de defesa, ainda que o jornalismo sempre esteve ao lado do capital, assisto à minissérie Os Dias Eram Assim... que mostra de maneira atenuada os horrores da Ditadura e o movimento pelas Diretas Já, em 1985. Alimentar a memória é fundamental para inibir a repetição do passado. Qualquer ato contrário aos Direitos Humanos deve ser suprimido, primeiro passo para qualquer sociedade receber o status de civilizada. Estamos novamente sendo violentados, embora sem DOPS e DOI-Codi (cadê a Comissão da Verdade?). Se o que eu penso e acredito, junto com milhares de outros brasileiros, não interfere na política do meu país, não existe democracia. Então, qual o nome do regime político atual? Desde tempos imemoriais, nossas autoridades deixaram de investir em Educação básica para criar uma massa facilmente manipulável. Até hoje, sofremos as consequências disso, como demonstra a qualidade de nosso Congresso. O Brasil carece de amplas reformas: política, tributária, ética e cultural. Se não houver uma Educação de qualidade para todos, corremos o risco de colocar um Bolsonaro na presidência, à semelhança dos norte-americanos. Parece um longo caminho árduo. Mas pela saúde das futuras gerações precisamos resistir.







A galera do desbunde, como ficou conhecido o pessoal, que seguia os preceitos da contracultura em seu comportamento, adotou essa música como seu hino contra a ditadura militar. Eu quero é botar meu bloco na rua participou do IV Festival Internacional da Canção (FIC) em 1972 e fez grande sucesso no carnaval de 1973.*




* Do blog zonacurva.com.br.


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