atividade intelectual

Desde a última quarta-feira, 17, o Supremo Tribunal Federal decidiu, por 8 votos a 1, o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista. O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo, a favor do diploma, considerou um "prejuízo imenso e histórico" para a categoria. Um dos argumentos adotados pela representante do Sertesp (Sindicato das empresas de rádio e TV do estado de São Paulo), que entrou com o recurso no STF, é de que a profissão de jornalista não exige qualificações técnicas, sendo "uma atividade puramente intelectual", sem necessidade de formação superior. Já o advogado da Fenaj lembrou que a imprensa é conhecida como o quarto poder, e se não é necessário diploma pra exercer um poder dessa envergadura, para que mais será preciso? Curandeiros das tribos indígenas nunca fizeram faculdade de medicina...

Há muitos anos discute-se esta questão. A profissão de jornalista foi instituída por lei criada durante o regime militar, em 69, talvez para afastar intelectuais dos meios de comunicação. Como jornalista graduada pela Cásper Líbero, com registro no Ministério do Trabalho, sempre fui a favor do diploma. A faculdade abre novas perspectivas no campo do design gráfico, Ética, semiótica, teoria da comunicação, entre outras disciplinas curriculares importantes.

O diploma não é obstáculo à livre expressão. Profissionais de diversas áreas profissionais atuam de diferentes formas nos veículos de comunicação. Sempre foi aberto o exercício da profissão em locais onde não há jornalista formado. Não apoio a afirmação de que o diploma fere a liberdade de expressão e dificulta o trabalho da imprensa. Acredito que deveria ser realizada uma reforma séria na Educação. Desta forma, não haveria exigência de diploma para jornalista, publicitário, professor, historiador, advogado, administrador de empresa, entre outros. Seria criado um órgão regulamentador para todas as profissões, como a OAB (ordem dos advogados do Brasil), que faria a seleção dos profissionais mais aptos.

O contrário, é pura hipocrisia. Por que os jornalistas? Certamente, as grandes corporações (e outros beneficiados), que são realmente os detentores do quarto poder, não o redator ou outra função do diplomado, serão os beneficiados num contexto onde quem manda é o capital.

Confira alguns países que não exigem diploma para exercício da profissão. Em muitos deles, no entanto, a maioria dos jornalistas possuem curso superior na área e há códigos de conduta e leis que regulamentam a profissão: Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Chile, China, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, Peru, Reino Unido, Suécia, Suíça.

Em 2009, o curso de jornalismo da Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA) foi o mais concorrido do vestibular. E agora, qual o benefício de uma faculdade? Por que aprender na teoria, se a lei permite a qualquer um o exercício da profissão? Ou seja, a teoria não vale nada, a prática é tudo.

(a seguir, trecho da reportagem de Camila Stahelin)

“A universidade possui um campo de conhecimento teórico, ético e técnico que não se encontra na redação. O aprendizado é mais intenso e aprofundado”, afirma o professor de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Francisco José Karam, que defende que a faculdade ainda é necessária, nem que seja para dar ao aluno a capacidade de produzir conteúdo sobre qualquer assunto. “A vantagem do jornalista por formação é que seu ponto de partida é aprender a lidar com quaisquer outras áreas de atuação”, diz. (quem vai engolir essa?)

Há, no jornalismo, algo que não é ensinado por outras faculdades, desde a ética da profissão até um estilo de texto bastante diferente daquele praticado, por exemplo, por quem faz direito ou filosofia. “Tenho tantos colegas com um texto bom, inteligentes, que falam outras línguas e que não conseguem um emprego na área. Imagina quem não sabe a diferença de um texto escrito para televisão, rádio, revista, jornal ou internet?”, diz a estudante do último ano de Jornalismo da Casper Líbero, Beatriz Corrêa.

É preciso levar em conta, entretanto, que nem mesmo a faculdade dá conta de ensinar todas as sutilezas do jornalismo. “A universidade desenvolve e lapida o texto, mas não ensina de fato a escrever. Quem tem um texto fraco talvez nunca venha a criar um estilo, mas pode aumentar sua habilidade”, diz o editor-chefe do portal Abril.com, Daniel Tozzi. “O aspecto técnico só será mesmo desenvolvido quando a pessoa for para o mercado. É, aliás, o que acontece na maioria das profissões”.

O crescimento do jornalismo pela internet pode até facilitar a entrada de profissionais sem diploma. “Mesmo os mais jovens podem ter conhecimento e experiência na área para levar vantagem, numa seleção, sobre quem tem diploma. Hoje as redações precisam de pessoas que entendam como se relacionar com novas mídias, redes sociais, integrar os veículos em comunidades, etc. Há muitas situações em que não há uma ligação com a vida acadêmica de jornalista”, diz Tozzi.

Todos os entrevistados concordam que ainda existe espaço para os cursos de jornalismo, mas sob certas condições. A primeira delas é que o curso tem que ser bom, o que nem sempre é fácil encontrar. “Um lado bom do fim da obrigatoriedade do diploma é que as faculdades vão ter que reforçar a qualidade do ensino”, afirma Karam. A segunda condição é que, mesmo com o diploma, o jornalista ainda precisará seguir um longo trabalho para continuar a melhorar suas habilidades. “Uma faculdade de jornalismo ainda vale, mas só vale se for boa e se o aluno complementar sua formação com muita leitura e interesse pelas áreas em que quer trabalhar”.

Qualquer que seja o caminho escolhido, a graduação é só o começo: um jornalista trabalha com informação e, portanto, precisa estudar e se atualizar até o fim da vida.



Indagações do intelecto
Como fica a exigência de ter um jornalista com registro no MT para assinar revistas, jornais e outros informativos em que haja comercialização de espaços publicitários: quem será o responsável? A partir de quais critérios o MT irá definir a inscrição profissional? O que diferencia uma profissão puramente intelectual de outra e o que determina a importância de cada uma? Se jornalismo é puramente intelectual, e por isso não é necessário diploma para entrar no mercado de trabalho, todas as profissões serão analisadas pelo mesmo critério? Ou seja, diploma, agora, só para profissões que não utilizem a inteligência...




Já que a palavra de ordem é atividade intelectual, a Prefeitura de Guaxupé e a Câmara dos Vereadores está desatualizada. Instituíram uma nova Lei Municipal (publicada em 1 pag. do Jornal da Região de 13.06) que além de desrespeitar a Lei Federal 9605/98 (de Crimes Ambientais), abre espaço para muitas dúvidas. A referida lei diz que os animais domésticos ou domesticados (cães, gatos, cavalos, burricos, etc.) apreendidos nas ruas serão imediatamente levados à leilão, se não forem comprados, serão encaminhados para o canil municipal e, no terceiro dia, sacrificados, caso não sejam adotados... Pergunto ao Ministério Público: pode uma lei municipal ser contrária à federal?

Enfim, a proposta da prefeitura é penalizar os animais, que não têm condições de se defenderem, e favorecer quem praticou maus-tratos deixando os mesmos abandonados ou soltos nas ruas. É contraditório, arbitrário, antiético, entre tantos outros termos menos amenos. Quer dizer que matar gente é crime, matar animais é o quê? Por favor, vamos rever essa Lei, prefeito Roberto Luciano e nobres vereadores. O ideal é criar mecanismos de punição para os infratores, os donos dos animais, e incluir a "causa animal" no currículo escolar. Outra atitude inteligente é honrar o compromisso firmado com a Guaxu SOS Animal, que castra animais abandonados e adotados das ruas. Atualmente, é a maneira mais eficiente e humanitária de CONTROLE POPULACIONAL.


Em fase de finalização, o novo laboratório de análises clínicas da Santa Casa, na Rua Capitão Erasmo de Barros, construído com verba do SUS e do Governo do Estado.

Olha o diploma: "eu não sou cachorro, não..."

Comentários

Anônimo disse…
Au au auuuuuuuuuuu!!! Tava muito bom pra ser verdade!!!

O Prefeito Luciano e sua corja "tão dando com os burro n'água", como dizia minha 'afalecida' vó! rs!

Pega os fio dele e manda pra fábrica de mordadela, uai!!!
Anônimo disse…
Sheila, passa em casa!!! Um beija- flor chocou na samambaia do alpendre!! Se precisa fotografar essa! Lindo!

Lorêny
Anônimo disse…
Realmente é lamentável e equivocada a lei municipal... e ainda fere princípios constitucionais e a legislação federal específica "crimes ambientais".

Estou espantada por observar que em pleno 2009, aquecimento global estourando nossos "miolos"; inversão das estações; uma hora faz frio, outra hora faz calor; queimadas e destruição de matas; matanças contra animais selvagens ou não; o Legislativo pelos seus vereadores aprovem e o prefeito dá o seu aval para um tipo de lei como esta.

Realmente, os tempos são outros, mas os modismos e condicionamentos do mundo capitalista imperam no inconsciente coletivo e nas grandes instituições deste país, onde "ter" impede o "ser" de conscientizar e enxergar que "SER" é a palavra chave do progresso, evolução e fraternidade entre todos os seres deste planeta, eu disse: todos os seres deste planeta!

Longe de mim em defender e aceitar a pena de morte, como esta malfadada lei determina aos animais, pobres, indefesivos e mais uma vítima da sociedade perdida em sua própria origem e finalidade, mas até penso que esta deveria ser aplicada invertidamente aos seres humanos que não cuidam de seus animais, não possuem consciência ecológica e acreditam que não são responsáveis pelo meio ambiente que vivemos.

Aliás, o ser humano não se sente responsável por ele mesmo, quanto dirá ser responsável pelos seus animais, criações, etc.

Enfim, a paciência esgota ao passo que vivencio atitudes como esta lei que beira a idiotia.

Passar bem, Senhores e Senhoras, porque os animais vão de mal a pior!

tati
bisteca disse…
É companheiros,
o negócio tá feio por aqui, parece que não é só para os animais...
a gente precisa aprender a manifestar mais nossas opiniões, a discutir temas como este, porque nós, unidos, temos o poder de impedir que arbitrariedades como esta tenham sucesso.
Outra informação importante, conforme publicado no Correio, esta lei (antes projeto) foi proposta pela vereadora TÂNIA ROLIM. Guarde bem este fato pras próximas eleições.
Temos que eleger pessoas com ideais humanitários, que comungam nossas ideias.
Só assim teremos leis mais JUSTAS.
Anônimo disse…
Quero saber a da Tânia "ROLIÇA"...uhahahahaahh

Deve quere fundar uma fábrica de salame com os animais abocanhados prla carrocinha... Ah, e com a marca da família ROLIÇA....kkkk

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