olho vivo

Saiu, hoje, no portal gxp:
http://www.gxp.com.br/site/2010/11/22/verba-do-carnaval-vai-para-projeto-%E2%80%9Colho-vivo%E2%80%9D/
Ai, Guaxupé... Mas não pense que fico condoída por causa do Viralatas do Samba. Até onde sei, haverá investimento nos blocos de rua e escolas de samba. Lamento pela falta de bom senso ao investirem na implantação de câmaras de segurança nas ruas de uma cidade com cerca de 50 mil habitantes, quando a mesma verba poderia ser aplicada num projeto social de curto a longo prazo ou em formação profissional diversificada e moderna, entre tantas outras opções. Sempre pensei ser possível evitar que as cidades pequenas padecessem do mesmo mal dos grandes centros caso o problema da violência fosse olhado seriamente, sem hipocrisia ou interesses particulares. Mas vejo que é impossível.

Pelo 3º ano consecutivo, visito o foyer do Municipal para prestigiar a exposição do nosso grande artista plástico Jesuíno Ribeiro. Sou fã do trabalho dele. Sua irmã, Lucila, está sempre presente, esbanjando atenção e simpatia. Quem quiser conferir pessoalmente, tem até sexta, 26.







Festival CULTURAMA contemplará a diversidade cultural

Nos dias 26, 27 e 28 de novembro, Guaxupé será palco da 1ª Edição do Festival Culturama. O evento é mais uma iniciativa do coletivo Beerock que há quatro anos vem trabalhando em prol da cultura independente, ou seja, a produção cultural que está à margem da grande mídia e que não conta com grandes recursos financeiros.
Diferente dos eventos anteriores realizados pelo Beerock, o Culturama irá abranger outras manifestações culturais além do rock. Segundo Alysson Fernandes, membro do coletivo, “a diversidade é algo que queríamos inserir nos eventos há tempos, visto que todos os membros e colaboradores do Beerock apreciam outras formas de arte”.
O Culturama terá início no dia 26, sexta-feira, às 18 horas, no Cine Teatro 14 Bis, com a exibição do filme “Nina” de Heitor Dhalia. Já às 23 horas será realizado um sarau e dois shows de MPB com os compositores guaxupeanos Edson Parisi e Rafael Miranda.
No sábado, dia 27, as atividades ocorrerão no Teatro Municipal a partir das 20 horas. Haverá exposição da artista Tereza Cardoso, intervenção teatral, e shows de rock com as bandas A Carvoeira, de Guaxupé, e P.U.B.I.S., de São Paulo.
O festival será finalizado no domingo, dia 28, com apresentações de Hip Hop no coreto Kaled Cury.
Para realizar o Culturama o coletivo Beerock conta com o apoio do Instituto 14 Bis, Prefeitura Municipal e empresas privadas. Segundo os organizadores o evento será anual e outras manifestações culturais serão contempladas em 2010.
Para conferir a programação completa acesse www.beerock.com.br .

Texto: divulgação.

Comentários

Roberto disse…
Sheila,
Desde que li sobre a audiência pública que tratou de algumas questões relativas à implantação de suportes municipais, dentre elas a do projeto “Olho Vivo”, fiquei na expectativa de que o lado mais fraco, ou seja, “a parte do povo” não sucumbisse mais uma vez.
Pensou-se em cortar a verba de viagens dos vereadores (não foi feito); algumas instituições comerciais disseram que irão ajudar, mas não levantaram quantias; o repasse de sobra de caixa da Câmara que poderia dar o início ao projeto será utilizado pela Prefeitura para pagar contas. Infelizmente, a ideia do promotor da cidade acabou vencendo o embate.
De todas as propostas apresentadas, a da supressão de parte do orçamento do carnaval guaxupeano foi a escolhida pela prefeitura que, diga-se de passagem, resgatou nos anos anteriores a alegria da cidade nos festejos carnavalescos, o que parecia ser uma espécie de “carro chefe” da administração que se iniciava.
O procurador geral do município, Natal Junior, disse que ouviu o “clamor social” pela substituição da verba do carnaval pela instalação de câmaras de segurança. A que clamor social será que ele se refere? Terá ele ouvido todo o povo da cidade? Alguns representantes de todos os setores ou somente alguns “interessados” na troca?
De qualquer modo, a questão é espinhosa. A PM não compareceu à audiência por considerar que a questão não é municipal, mas sim estadual, como reconhece, também, o procurador geral do município. E quais as instâncias estaduais estão presentes no rateio do projeto “Olho Vivo”? Pelo visto, só a proposta do promotor que não contempla a integração do estado com o município. Qual será a parte do Estado de Minas nessa solução?
Sobre o projeto de segurança, fala-se em gastos de 1 milhão de reais, mas ao mesmo tempo não existe um detalhamento do mesmo. Como se pode falar de custos sem um projeto organizadamente descrito? A impressão que se tem é de que existe uma ideia a ser executada, mas sem estudo de aplicação. E pode-se questionar se a instalação de câmeras coíbe realmente o vandalismo ou a violência, assim como temos de levar em conta a questão da constitucionalidade desses aparatos, pois o povo passa a ser vigiado e punido no seu direito de ir e vir.
Por tudo isso, a instalação de modos de segurança que tentam coibir o ato fora da lei estão fadados a dar errado. Sempre existe um meio de burlar esses instrumentos. SOMENTE A EDUCAÇÃO, A SOCIALIZAÇÃO, A CULTURA E O COMPROMETIMENTO COM O SER HUMANO, TAMBÉM CHAMADO CIDADÃO, SÃO CAPAZES DE ALTERAR O QUADRO DE VIOLÊNCIA SOCIAL, como pensa, também, o secretário de cultura do município. E esse é um processo longo que quanto mais se demora a executar mais difícil se torna a sua realização, deixando lacunas para que se proponha cada vez mais cadeias, câmeras, multas, portas com detectores de metais, grades, segurança privada, alarmes.
O povo merece a alegria do carnaval, assim como a segurança nas ruas. O papel da Prefeitura e de seus ocupantes atuais é buscar uma solução para o impasse. A solução está no ser humano, não fora dele.
Lucila Ribeiro disse…
Sheila,

Jesuino e sua família agradecem muito seu carinho e apoio para divulgar suas obras. Um grande abraço, Lucila.
Zeit disse…
PT = Partido dos Tapados

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