henry vítor



Nascido em Guaxupé, Minas Gerais, em 2 de Abril de 1939, radicado em São Paulo, Henry Vítor é um pintor autodidata. Seu primeiro contato com as tintas aconteceu aos 17 anos. Aos poucos foi desenvolvendo a técnica, buscando sua individualidade, marca e estilo.
Formado em Jornalismo, Comunicações e Publicidade, Henry Vitor trabalhou nessa área por 32 anos. Paralelamente, exercia o seu oficio de pintor e poeta.
Hoje, com 70 anos, Henry Vitor tem em seu currículo inúmeras exposições no Pais e no exterior. É um dos nomes em destaque na arte naíf brasileira.
Sua técnica é elaborada e em seus quadros notamos uma pincelada delicada e sutil. Em seus trabalhos, Henry Vitor, agora expondo mais uma vez na Galeria Jacques Ardies, busca a simplicidade, a alegria, a paisagem ideal, quase éden, onde o homem encontra a paz e a serenidade.

Onde Nasce o Pão

Dentro do peito, roda o pião do tempo.
Quase lento, quase tonto, enevoado, busco o voo que me leva longe.
Lá vou eu, sobrevoando campos amarelos, até encontrar os trigais adormecidos.
Falta pouco para os grãos serem colhidos.
Ainda não é tempo de frutos, nem de colheita.
Ainda não é a hora do pão, nem da farinha.
O tempo é de espera, de reencontro com amigos,
reencontro com nossos sonhos coloridos

(Henry Vítor)


A Galeria Jacques Ardies inaugura no dia 9 de maio de 2009, às 12h, a exposição individual do artista.


Marcha da maconha

Sou a favor da descriminalização da maconha. No mundo todo, muitas pessoas têm a mesma opinião e participam de manifestações organizadas, como a "marcha da maconha", realizada em diversas capitais do Brasil. Isso não quer dizer que eu seja usuária, que eu fume baseados. Apenas defendo a legalização como forma de atenuar a discriminação e a violência num país cuja moral é constantemente abalada por escândalos e corrupções. Recebi o e-mail que transcrevo abaixo porque concordo com seu conteúdo. A marcha foi adiada em alguns lugares para 31.05, como em São Paulo, devido a mandados judiciais proibitivos. Considero este fato uma arbitrariedade, já que acontecem, por exemplo, manifestações públicas em favor do aborto, outro crime passível de penalidade. Não faço apologia em favor da maconha, pois é uma droga leve, como o álcool, mas uma droga. Só não curto hipocrisia, tem muita gente ganhando altas quantias com o narcotráfico. Maconha causa dependência química e favorece o consumo de drogas mais pesadas. Por todos os lados há dependentes químicos, dignos de compaixão.


Paulistanos marcham pela legalização da maconha

Marcha da Maconha será realizada simultaneamente em 13 capitais brasileiras. Em São Paulo, manifestantes realizam ato no Parque do Ibirapuera.

No dia 31 de maio, centenas de paulistanos promoverão uma manifestação em favor da descriminalização do uso da maconha (ver programação em todas as capitais no site oficial). Realizada há sete anos no Brasil, a Marcha da Maconha terá sua segunda edição em São Paulo. O objetivo do evento é promover a luta política pela legalização da planta e de seu uso industrial, medicinal, tradicional religioso e recreativo.

No próximo dia 9, serão realizados atos no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Juiz de Fora, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e em mais de outras 200 cidades em todo o mundo. A Marcha da Maconha é um movimento político, social e cultural que “denuncia a situação criada pela proibição, incapaz de diminuir o consumo e responsável pelo agravamento de problemas como a explosão da população carcerária e a violência em comunidades carentes”.

A Marcha da Maconha Brasil não é um evento de cunho apologético, e seus organizadores não incentivam o uso de maconha ou de qualquer outra substância ilícita. “Respeitamos as Leis e a Constituição do país do qual somos cidadãos e procuramos respeitar não só o direito à livre manifestação de idéias e opiniões, mas também os limites legais desse e de outros direitos civis”, diz o Coletivo Nacional através da Carta de Princípios.

“O objetivo do Movimento é possibilitar que todos os cidadãos possam se manifestar de forma livre e democrática a respeito das políticas e leis sobre drogas do país. Com essas atividades procuramos ajudar a fazer com que essas leis e políticas possam ser construídas e aplicadas de forma mais transparente, justa, eficaz e pragmática, respeitando a cidadania e os Direitos Humanos”.

Registros históricos indicam que o primeiro uso da planta aconteceu na China, em 2723 a.C. Atualmente, a Organização das Nações Unidas estima que existam cerca de 160 milhões de usuários de maconha em todo o mundo, prática cuja proibição foi recomendada pela própria ONU em 1960.

Criada em 1999, a Marcha da Maconha mobilizou, em dez anos, 550 cidades em 54 países. O evento acontece todos os anos, no primeiro domingo de maio. Em São Paulo, a Marcha foi adiada para o próximo dia 31 de maio, no Parque do Ibirapuera. O evento será aberto ao público e o uso de maconha não será permitido no local.

Telefone para contato: (11) 6333-5505
Mais informações em www.marchadamaconha.org ou saopaulo@marchadamaconha.org

http://www.marchadamaconha.org/blog/




Augusto Boal

Augusto Boal, inventor do Teatro do Oprimido, morreu ontem, sábado. Dramaturgo respeitadíssimo no Brasil e exterior, deixa importante legado, a inclusão do espectador no espetáculo. Para ele, podemos e devemos ser protagonistas das nossas histórias. Aconteceram oficinas com instrutores do Teatro do Oprimido na Casa da Cultura de Guaxupé, mas infelizmente não se formou em nosso município um grupo multiplicador dessa desafiadora forma de expressão.

Trecho de entrevista publicada na Carta Capital. Para ler na íntegra: http://anapaulasousa.blog.terra.com.br/2009/05/03/para-augusto-boal-eramos-todos-artistas/

O senhor receberá, na França, uma homenagem da Unesco. Aqui no Brasil o senhor se considera reconhecido?

Sou reconhecido no meu trabalho, mas pela mídia, não. A imprensa só se interessaria pelo nosso grupo se formássemos três bailarinos que fossem dançar no Bolshoi.

A mídia gosta de campeões. Campeão de Fórmula 1, filme campeão de bilheteria, qualquer coisa que chegue na frente, que represente a vitória. Mas o ser humano não é cavalo de corrida.

Nos anos 1950, o senhor fez parte do Teatro de Arena, que teve grande projeção e, ao seguir o caminho do Teatro do Oprimido, mudou o rumo da sua carreira. Foi consciente essa escolha?

Totalmente. A escolha individualista nunca esteve no meu horizonte.

Quando era pequeno e trabalhava na padaria do meu pai, eu via aqueles operários que passavam o dia com um pão com manteiga e uma média e pensava: “Isso não pode continuar assim”. Eu acredito na solidariedade.

Estou com 78 anos. Isso é muito tempo. Foi outro dia que nasci e não deu tempo de fazer nem metade do que eu queria.

Mas, mesmo com todas as dificuldades, o Teatro do Oprimido me realizou.

Cidadão não é aquele que vive em sociedade, cidadão é aquele que transforma. E acredito que o Teatro do Oprimido tenha deixado alguma coisa para o mundo.

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