coisas da vida

Acabei de assistir a uma reportagem de TV sobre uma procuradora de justiça aposentada que praticava maus-tratos contra uma criança. De acordo com a notícia, a ex-procuradora, às vezes, tratava a menina com gentileza quando a chamava de cachorrinha, pois segundo consta, a suposta criminosa gosta muito dos animais. Uma vergonha e uma tristeza para nós, que abraçamos a causa animal. Já ouvi muito esta pérola, com algumas variações mas sempre a mesma mensagem: "Vocês deveriam ajudar as crianças abandonadas, não os animais."
Obviamente, concordo que precisamos ser todos mais solidários, de assistentes sociais a ambientalistas, procurando de alguma forma contribuir para a erradicação das injustiças na busca de um planeta melhor. Isto, certamente, não exclui os animais ou a natureza. Gostaria de fazer muito mais por eles. E que proliferem, cada vez mais, pessoas dedicadas a causa das crianças, dos idosos, dos portadores de deficiências, etc., e de todos aqueles que sofrem injustiças e discriminação. Cada um que abrace sua causa, mas, por favor, não fique neutro.
É absurdo o número de animais abandonados pelas ruas desse Brasil. Qualquer pessoa com um pouco de sensibilidade se sente tocada. Mas, geralmente, é mais fácil deixar o problema nas mãos do outro. Críticas são muitas, faltam ações positivas, eficazes. Nenhum protetor sozinho vai erradicar o abandono, pois a cada dia mais animais são soltos nas ruas. Sem políticas públicas e o apoio da comunidade fica difícil mudar esse triste cenário.

Esta cadelinha tem em torno de 7 meses e foi retirada da rua porque estava no cio. Aguarda castração em local protegido:




Agradeço ao Bruno e a Aline pela generosa ajuda.

Comentários

Anônimo disse…
Nem mesmo a minha Sury, uma Fox Paulistinha, tenho coragem de chamar de cachorrinha e muito menos de "cadela"!!!
Vai contar outra... Credo!
Beijos,
Lorêny!

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