núcleo de audiovisual

Há várias décadas, Guaxupé não tem mais a estação ferroviária por onde chegaram nossos antepassados. Pelas histórias que me contam, visualizo o prédio da estação, atualmente patrimônio histórico municipal, repleto de gente entrando e saindo, a fumaça dos trens. Chego a escutar os apitos. Gosto de imaginar aquela cidade existindo em um mundo paralelo. Porque apesar das tecnologias do mundo contemporâneo, aqui ainda não deixou de ser uma pequena cidade do interior. Pessoas continuam chegando e partindo. Se a plataforma da estação não é mais a vida desse meu lugar, a rodoviária ocupou seu lugar, embora de um jeito menos romântico.

Por mais antenados que sejamos, São Paulo e seu estilo de vida continuam a quilômetros. Por este motivo, admiro bastante o trabalho realizado pelo Institulo 14 Bis de Educação e Cultura. A exposição Geografias Imaginárias, que aconteceu em pouquíssimas cidades do interior, chegou a Guaxupé graças ao 14 Bis, por exemplo. Agora, temos a oportunidade de formar um Núcleo de Audiovisual, do qual faço parte. No último fim de semana, começamos uma oficina de roteiro com Diego Doimo, da Rocambole Produções ( http://www.rocambole.org/casa.html ). Todos os participantes ficaram muito entusiasmados com a possibilidade de fazer filmes, o que vai acontecer no decorrer desse trabalho. Leia a reportagem encaminhada aos jornais e sites.


Núcleo 14 Bis de Audiovisual realiza Oficina de Roteiro

O Núcleo de Audiovisual do Ponto de Cultura 14 Bis iniciou suas atividades no último final de semana, dias 18, 19 e 20, com uma oficina de roteiro ministrada por Diego Doimo, produtor audiovisual, de São Carlos. Cerca de 30 integrantes participaram deste primeiro encontro, que aconteceu no Museu Municipal de Guaxupé.


De acordo com Diego, reunir tantos interessados em um curso intensivo de audiovisual num final de semana foi bastante positivo. “É fundamental democratizar o acesso do fazer audiovisual, oferecendo formação técnica, pois as novas tecnologias estão mais acessíveis do que nunca”, afirma.

Segundo ele, fazer um filme é uma atividade coletiva que desenvolve tanto a criatividade quanto a sociabilidade. “A oficina me empolgou bastante, foi bem objetiva e produtiva. Aprendi muito, principalmente, a entender as diferenças entre um texto literário e um roteiro. O professor é muito bom, conhece o assunto e, por isso, passou segurança. Ao mesmo tempo, abordou os temas com muita tranqüilidade, sem o estereótipo do cineasta intelectual que discute uma cena por horas”, relata Carol Borges.

O Núcleo de Audiovisual foi formado por meio de um processo seletivo, que contou com inscritos de Guaxupé e cidades da região, como Caconde, Muzambinho, São Sebastião do Paraíso e Guaranésia. Carol, escritora e coordenadora geral do Instituto Elias José, é uma das participantes e autora do conto O Adultério de Geraldo, que será roteirizado para produção de um filme: “Estou muito feliz por isto e aproveitando a oportunidade para exercitar meu desapego.”

A agenda de 2011 prevê a realização de diversas oficinas para dar suporte técnico à produção de vídeos que serão inscritos na categoria “Meu Primeiro Filme” e “Produção Regional”, na Mostra de Audiovisual do 14 Bis, marcada para o segundo semestre. Nesta Mostra, os integrantes do Núcleo irão apresentar os trabalhos produzidos à comunidade: quatro vídeos com cerca de 5 minutos de duração, cada um, sendo três de ficção e um videoclipe da música Uma ou Outra Vida, de Fábio Araújo Nogueira, também integrante do Núcleo.

“Nossa meta principal é formar uma equipe apta a produzir audiovisual em formatos diversificados, para cinema, televisão e internet”, explica Rodolfo Bonifácio, coordenador do Núcleo. O Projeto 14 Bis de Audiovisual é viabilizado por meio dos programas Ponto de Cultura e Cultura Viva, do Governo Federal, com apoio da Secretaria Estadual de Cultura de Minas Gerais.




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